segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Overdose de Teló



Ontem comprei um jogo de futebol para o vídeo game e na hora de escolher os times pra jogar adivinhem que música estava tocando na tela de boas vindas? “Ai se eu te pego”, do Vinny do momento, Michel Teló.

Jesus me perdoe, mas ô musiquinha chata!

O Brasil, que já dançou na boquinha da garrafa com o Tchan, que abriu a roda com Sarajane e puxou o cabelo duro da nega, com Luís Caldas, hoje vive numa overdose de Teló. É a evolução "revestréica" da música brasileira. Uma caranguejada compositiva, onde ao invés de evoluir, anda pra trás. Essa afirmação pode fazer com que a legião "telógista" venha em minha direção com paus, tochas e pedras, mas convenhamos, não achei meu ouvido (nem meus olhos claros) no lixo.

Dessa forma não tem pra onde correr. É Teló no ônibus, na Globo, no futebol, no vídeo game. Acredito que até no inferno o capeta deva estar cantando “ai se eu te pego, ai, ai, delícia...”, pra alguma alma desavisada e que anda em dissonância com os preceitos cristãos.

Um coisa é certa: assim como Vinny, que fez dez versões para Heloísa mexe a cadeira e Uh Tiazinha, Teló vai virar lembrança. e enquanto esse maravilhoso e esperado dia não vem, curta sua viagem nos busões da vida ao som de “Nossa, nossa, assim você me mata... Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego”.

Aos "Delícia", como diria Chico Buarque: "Quando chegar o momento, esse meu sofrimento vou cobrar com juros. Juro!"