Começa a contagem regressiva para o fim do mundo. De amanhã até o final de 2012 contabilizaremos nossos últimos 366 dias de vida. Isso mesmo, fevereiro terá 29 dias no último ano de nossas vidas. É pra fechar com chave de ouro a “... aventura humana na Terra...”, como bem diria a banda Rádio Táxi.
Bem, essa é a previsão dos pessimistas, mas nós, otimistas, acreditamos que esta será apenas mais uma feliz passagem de ano e como ocorreu nos anos anteriores, neste réveillon farei uma retrospectiva dos acontecimentos que marcaram em 2011.
2011 iniciou com a posse da primeira “presidenta” do Brasil. Um governo com a cara do novo, que herdou um ministério velho, onde a governabilidade dependia dos acertos pré-campanha presidencial acabou descarrilando do controle da Dilma. Parece que pelo fato de não poder escolher por mérito os próprios ministros, Dilma teve que guilhotinar sete de seus pares sob a acusação de corrupção, antes mesmo de seu governo completar um ano de vida.
O primeiro, Antonio Palocci, foi detonado tal qual uma bombinha nas festas juninas. Numa das curvas da estrada de Santos perdeu o controle do Ministério dos Transportes Alfredo Nascimento. Em agosto foi a vez do irmão político do Tom, o Ministro da Justiça, Nelson Jobim, entrou em dissonância e foi deselegante com duas colegas. Ainda em agosto foi a vez de arrancar pela raiz, igual a macaxeira, o Ministro da Agricultura Wagner Rossi. Este estava envolvido em tantos pepinos que era impossível ainda fazer parte da salada ministerial da Dilma. No mês verde e amarelo, mandaram “para a pátria que pariu” o maranhense sem pescoço Pedro Novais, tudo por causa de uma notinha de motel. Como diria Genival Lacerda o velhinho tomou “... um caldo de mocotó, aí ó...” ficou forte. Em outubro, Orlando Silva, que não é o cantor e sim era o Ministro dos Esportes, tomou uma bolada nas costas e pediu pra ser substituído aos 45 minutos do Programa do Segundo Tempo. No mês de dezembro, após dar muito trabalho, caiu Carlos, “só saio à bala - cana de canavial - te amo Dilma” Lupi. Atualmente na alça de mira dos Ministérios encontram-se na berlinda Fernando Pimentel, Ministro do Desenvolvimento e Mário Negromonte, Ministro das Cidades.
Ia esquecendo, a presidenta Dilma não gosta de falar em faxina ministerial. Ela acha que a mídia quer chamá-la de bruxa que usa vassoura pra se proteger.
Primavera Árabe, no Oriente Médio e países africanos. Verão europeu, com desvalorização do Euro. Mortes de ditadores na Primavera e queda de políticos influentes no verão da Europa. Foram assassinados Muammar Gaddafi e Osama Bin Laden, este último enterrado na Fenda do Biquíni, perto da casa do Bob Sponja. Na Coreia do Norte o King, que não é o Kong, Jong Il, levou o povo a uma saraivada de lágrimas em praça pública após sua morte.
No futebol o Santos, inspirado no Vasco, foi vice campeão do Campeonato Mundial Interclubes. Pena no meio do caminho ter um Barcelona, pena ter um Barcelona no meio do caminho... Os santistas ganharam a Taça Libertadores da América em 2011 e foram dormir em campo contra o time espanhol.
Já o Vasco, inspirado pelo Vasco, foi o time do QUASE. QUASE foi campeão carioca, QUASE foi campeão da Taça Sul-Americana e “quaaaaaaaaaaaaaaaaaaase” foi campeão brasileiro. Um eterno vice, vale ressaltar. A escrete carioca ganhou a Copa do Brasil e até hoje comemora. Já o Flamengo ganhou o Campeonato Carioca e no restante dos torneios que participou perdeu feio. Também com Ronaldinho Gaúcho, aquela cabeleira do Williams e do Léo Moura, queriam o quê?
No vôlei masculino, inspirada pelo Vasco, a seleção brasileira foi vice-campeã, perdendo a final da Liga Mundial 2011 para a seleção da Rússia.
Na música a cantora inglesa Amy Winehouse sucumbiu à frenética vida e morreu de causa desconhecida por poucos, mas fumada e cheirada por muitos.
Aqui no Maranhão morreu dias atrás e dias atrás mesmo se enterrou, numa cova diferente da Mariquinha, a saudosa Teté. Uma mulher inteligente, que com letras criativas e sensualidade na dança, levou o Cacuriá, batizado com seu próprio nome, para fora do Maranhão. Quem também nos abandonou na avenida da saudade foi o carnavalesco maranhense Joãosinho Trinta. Vivente criativo que transformava lixo em luxo e sonho em realidade.
Na política aqui no Maranhão continua tudo do jeito que estava em 2010: Sarney mandando em Roseana, Roseana mandando na Mirante e a esta sempre com as pautas voltadas para estimular a queda do prefeito João Castelo. Nas matérias um dia é um buraco na rua, uma escola sem aula e uma praça abandonada. No outro dia é uma praça sem aula, uma escola na rua e um buraco abandonado.
Na Assembleia Legislativa os novos deputados foram a graça da Legislatura. Brigaram entre si, brigaram com a gramática, uns meteram o pé na porta do Plenário, já outros nem sequer meteram a perna nas sessões. Na semana passada ainda tentaram colocar a vida dos deputados na berlinda, incluindo alguns nomes na lista telefônica da “Bete Flocos de Milho”, importante dama da noite teresinense. Parece que tudo não passou de uma putaria da mídia ou uma putaria que foi para a mídia, tanto faz...
Daqui a algumas horas estará começando um novo ano e São Luís fará 400 anos de existência como cidade em setembro de 2012. Data onde 400 anos atrás franceses despreocupados com a crise europeia aportaram nestas terras de Upaon-Açu e tentaram fundar a França Equinocial. Holandeses também tentaram a sorte por aqui, mas foram os portugueses que acabaram fincando morada e colonizando de maneira efetiva São Luís, que de francesa herdou apenas o nome em homenagem ao rei Luís IX.
Daí em 2012 a cidade de São Luís e seus 400 anos “ganharem de presente” uma homenagem da escola de samba carioca Beija-flor com enredo “São Luís – O Poema Encantado do Maranhão”. Cujo refrão é “Meu São Luís do Maranhão, poema Encantado de Amor. Onde canta o sabiá, hoje canta a Beija-Flor”. Como é dito pelo adágio popular “quando você olhar um jabuti trepado em uma árvore, ou foi enchente ou mão de gente”. Por isso parece que este voo do beija-flor para estas bandas não vai sair muito barato para os cofres do estado, acreditem...
Mas voltando às lembranças de 2011... Este foi o ano que voltei às cadeiras da universidade. Dei um passo importante no caminho de uma graduação. Logo eu, que o único diploma era de datilografia, no Instituto Nossa Senhora dos Remédios, de Dona Gilda, na Madre Deus.
E por falar em Madre Deus... As batucadas estão aí, o Carnaval já começou pra'aquelas bandas, se tudo der certo amanhã estarei por lá tomando bênçãos à Máquina de Descascar’Alho, tradição há mais de 20 anos.
A vocês uma boa passagem de ano. Nada de exagerar na bebida e se exagerar nada de dirigir. Feliz 2012 e que o mundo não acabe.
Finalizo com versos de David Nasser, a língua maldita do jornalismo brasileiro: “Adeus ano velho, feliz ano novo. Que tudo se realize no ano que vai nascer. Muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender”.
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