segunda-feira, 21 de outubro de 2013

DELL HELL



Quem carrega no lombo o ranço de uma infância pobre, quase sempre acaba brilhando, instintivamente, os olhos às marcas ditas "BOAS" e caras. Ao cair nesse engodo, investi quase 3 mil reais numa máquina  DELL, que só faltava falar.


Nos vídeos promocionais da empresa tudo são flores. Atendimento rápido, moço batendo na porta de casa segundos após seu computador travar e por aí vai...



Pois bem, minha poderosa máquina queimou o HD em menos de 3 meses de uso e emudeceu. E, os trabalhos executados ao longo dos nove primeiros meses de 2013 foram para o inferno, já que o suporte NÃO ESTÁ AUTORIZADO A FAZER BACKUP.



Assim, acionado o suporte, me deram quatro dias para chegada do novo HD para substituição do antigo. Quatro dias viraram quatorze e a gentileza pré-venda virou uma sequência de mistérios, onde ninguém pode falar nada sem a devida verificação de que eu não sou um terrorista ou ladrão, mesmo de posse de todos os números, senhas, nomes e sobrenomes ligados à máquina/compra.



Juro que minha antiga máquina, uma da Ibyte, cujo carregador quando deu problema e trocaram nas mesmas duas semanas, deu saudade agora (inclusive é ela, emprestada por minha filha) que agora me alenta.



Amigos, não sei para os outros, mas para mim a DELL agora é HELL. Triste experiência.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

CEJA BEM VINDO



É fasinho, gente. Tém dicionário na internet, a gente encontramos, bastando procurar, sites com informações sobre palavras, dúvidas sobre acentos, mais asim mesmo as pessoa ainda consegue escrever doidices sem nexos aqui no facebook. 

Dá até pra entender, mas a gente fica preocupado com quem faz essa produção textual aqui na rede. Eu imagino o chefe de uma criatura dessas, lendo uma pessoa que não sabe a diferença entre várias pessoas e um investigador policial.

Abraços e bom dia.

PS: As falhas na grafia, no primeiro parágrafo, são 100% intencionais.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Madre Deus, mais uma vez...




Eu nasci na Rua do Norte, Centro de São Luís. Em 1973, na Maternidade Benedito Leite, às 5h da matina na segunda semana de agosto.

Agosto, um mês sem graça, sem feriado, dito como de “desgosto”. Mas assim mesmo um garoto de olhos verdes, cabelos pretos e muito pequeno, saiu nos braços da mãe e desceu a Rua de São Panteleão, rumo à nova casa.

De um lado a Madre Deus, do outro também.

Como diria Chico Buarque, “Deus é um cara gozador, adora brincadeira. Pois pra me jogar no mundo, tinha o mundo inteiro...” e escolheu justamente a Madre Deus como minha morada, graças a ELE cresci ao som de tambores, retintas, pandeiros, fofões, cazumbás e matracas.

No escurecer dos céus, de novembro a fevereiro, as chuvas se apresentavam juntamente com a leva de brincadeiras e festas. As carradas de barro viravam campos de peteca. Os chuviscos de fim de tarde, esfriavam o asfalto para a pelada começar mais cedo no Campinho, Pça. Demerval Rosa, ou Caldeirão.

Em janeiro as primeiras rezas para São Sebastião, no pau dele, lógico. Em fevereiro as primeiras batucadas vindas da Rua 3, dos Fuzileiros da Fuzarca,  do Largo do Caroçudo e de bem próximo à minha casa, do Unidos do Regional Tocados a Álcool. Bloco organizado para ensaiar em frente onde hoje é o Ceprama.

Os repiques do repique eram ouvidos de longe. Se eu conseguisse escrever a onomatopeia de minhas lembranças, exporia todos os ra-ta-tás agora. O URTA tinha um canto característico quando ia cruzar com outros blocos. Nele bombas de uma guerra-magia, onde ninguém matava ou ninguém morria, era dito cadenciado, numa forma de intimidar ou impor uma atravessada no compasso.

O bloco ensaiava na esquina da Rua São Pantaleão com a Rua Lúcio de Mendonça (Rua 2). Caminho para a Padaria de Seu Mário e Quitando do Seu Ari. Todas as tardes eu tinha que ir comprar pão, manteiga, enrolada em papel, e uma quarta de café, torrado e moído na hora, na padaria.

Os ensaios atraíam de bêbados a fofões, sendo estes últimos os consumidores de meu sossego. Então, já dá para compreender como essa façanha era perigosa. Para comprar pão, café e manteiga eu passava correndo pelo ensaio do URTA e fechava rapidamente os olhos quando avistava os fofões. Graças a Deus eu não tinha labirintite na época, senão não daria uma passada sem tropeçar.

A vida naquela rua, naquela época, com aqueles toques, cheiros, sons, costumes rende um livro. Sendo este, talvez, o primeiro passo para o registro destas memórias...

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O poder da criação




Lendo a letra de Poder da Criação, de João Nogueira, chego a acreditar que para escrever a coisa é bem parecida. A diferença é que a corda, a caçamba e as batucadas são abstratas. Mas o texto é assim, vem vindo sem dizer nada, sorrateiro, com as letras pulando na frente uma das outras. 

Os parágrafos se arrumam bonitinhos, um em cima do outro. Para o nexo, o escritor se deixa levar por uma magia que, na pressão ou no prazer, vem de qualquer jeito, sem muita feitiçaria.

É isso, que me perdoe João Nogueira, por tomar este hino como referência para meus impropérios.

Um dos mais belos sambas desta e de todas as galáxias conhecidas pela Nasa.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Superman – O Homem de Aço




É amigos, não adianta dar tom sombrio ao trailer, colocar diretor de 300, produtor de Batman e pedir carona igual ao Wolverine. No final o Superman sempre vai usar a cueca por cima da calça apertadinha, uma echarpe por cima do ombro, terá medo de uma pedra, estará constantemente perseguido por um careca, será infeliz no amor e falará com os pais através de cristais, um herói totalmente alucinado.

PS: A borboleta presa na corrente é tudo, demostra um lado humano num corpo de aço. E a fumacinha dupla, no voo rompendo a barreira do som também arrasa. #UmArraso

Foi ruim?


Via Kibeloco