domingo, 15 de janeiro de 2012
Pra começar o ano: Noite da Xoxota Louca 2012 - O Retorno
sábado, 31 de dezembro de 2011
Começa a contagem regressiva para o fim do mundo. De amanhã até o final de 2012 contabilizaremos nossos últimos 366 dias de vida. Isso mesmo, fevereiro terá 29 dias no último ano de nossas vidas. É pra fechar com chave de ouro a “... aventura humana na Terra...”, como bem diria a banda Rádio Táxi.
Bem, essa é a previsão dos pessimistas, mas nós, otimistas, acreditamos que esta será apenas mais uma feliz passagem de ano e como ocorreu nos anos anteriores, neste réveillon farei uma retrospectiva dos acontecimentos que marcaram em 2011.
2011 iniciou com a posse da primeira “presidenta” do Brasil. Um governo com a cara do novo, que herdou um ministério velho, onde a governabilidade dependia dos acertos pré-campanha presidencial acabou descarrilando do controle da Dilma. Parece que pelo fato de não poder escolher por mérito os próprios ministros, Dilma teve que guilhotinar sete de seus pares sob a acusação de corrupção, antes mesmo de seu governo completar um ano de vida.
O primeiro, Antonio Palocci, foi detonado tal qual uma bombinha nas festas juninas. Numa das curvas da estrada de Santos perdeu o controle do Ministério dos Transportes Alfredo Nascimento. Em agosto foi a vez do irmão político do Tom, o Ministro da Justiça, Nelson Jobim, entrou em dissonância e foi deselegante com duas colegas. Ainda em agosto foi a vez de arrancar pela raiz, igual a macaxeira, o Ministro da Agricultura Wagner Rossi. Este estava envolvido em tantos pepinos que era impossível ainda fazer parte da salada ministerial da Dilma. No mês verde e amarelo, mandaram “para a pátria que pariu” o maranhense sem pescoço Pedro Novais, tudo por causa de uma notinha de motel. Como diria Genival Lacerda o velhinho tomou “... um caldo de mocotó, aí ó...” ficou forte. Em outubro, Orlando Silva, que não é o cantor e sim era o Ministro dos Esportes, tomou uma bolada nas costas e pediu pra ser substituído aos 45 minutos do Programa do Segundo Tempo. No mês de dezembro, após dar muito trabalho, caiu Carlos, “só saio à bala - cana de canavial - te amo Dilma” Lupi. Atualmente na alça de mira dos Ministérios encontram-se na berlinda Fernando Pimentel, Ministro do Desenvolvimento e Mário Negromonte, Ministro das Cidades.
Ia esquecendo, a presidenta Dilma não gosta de falar em faxina ministerial. Ela acha que a mídia quer chamá-la de bruxa que usa vassoura pra se proteger.
Primavera Árabe, no Oriente Médio e países africanos. Verão europeu, com desvalorização do Euro. Mortes de ditadores na Primavera e queda de políticos influentes no verão da Europa. Foram assassinados Muammar Gaddafi e Osama Bin Laden, este último enterrado na Fenda do Biquíni, perto da casa do Bob Sponja. Na Coreia do Norte o King, que não é o Kong, Jong Il, levou o povo a uma saraivada de lágrimas em praça pública após sua morte.
No futebol o Santos, inspirado no Vasco, foi vice campeão do Campeonato Mundial Interclubes. Pena no meio do caminho ter um Barcelona, pena ter um Barcelona no meio do caminho... Os santistas ganharam a Taça Libertadores da América em 2011 e foram dormir em campo contra o time espanhol.
Já o Vasco, inspirado pelo Vasco, foi o time do QUASE. QUASE foi campeão carioca, QUASE foi campeão da Taça Sul-Americana e “quaaaaaaaaaaaaaaaaaaase” foi campeão brasileiro. Um eterno vice, vale ressaltar. A escrete carioca ganhou a Copa do Brasil e até hoje comemora. Já o Flamengo ganhou o Campeonato Carioca e no restante dos torneios que participou perdeu feio. Também com Ronaldinho Gaúcho, aquela cabeleira do Williams e do Léo Moura, queriam o quê?
No vôlei masculino, inspirada pelo Vasco, a seleção brasileira foi vice-campeã, perdendo a final da Liga Mundial 2011 para a seleção da Rússia.
Na música a cantora inglesa Amy Winehouse sucumbiu à frenética vida e morreu de causa desconhecida por poucos, mas fumada e cheirada por muitos.
Aqui no Maranhão morreu dias atrás e dias atrás mesmo se enterrou, numa cova diferente da Mariquinha, a saudosa Teté. Uma mulher inteligente, que com letras criativas e sensualidade na dança, levou o Cacuriá, batizado com seu próprio nome, para fora do Maranhão. Quem também nos abandonou na avenida da saudade foi o carnavalesco maranhense Joãosinho Trinta. Vivente criativo que transformava lixo em luxo e sonho em realidade.
Na política aqui no Maranhão continua tudo do jeito que estava em 2010: Sarney mandando em Roseana, Roseana mandando na Mirante e a esta sempre com as pautas voltadas para estimular a queda do prefeito João Castelo. Nas matérias um dia é um buraco na rua, uma escola sem aula e uma praça abandonada. No outro dia é uma praça sem aula, uma escola na rua e um buraco abandonado.
Na Assembleia Legislativa os novos deputados foram a graça da Legislatura. Brigaram entre si, brigaram com a gramática, uns meteram o pé na porta do Plenário, já outros nem sequer meteram a perna nas sessões. Na semana passada ainda tentaram colocar a vida dos deputados na berlinda, incluindo alguns nomes na lista telefônica da “Bete Flocos de Milho”, importante dama da noite teresinense. Parece que tudo não passou de uma putaria da mídia ou uma putaria que foi para a mídia, tanto faz...
Daqui a algumas horas estará começando um novo ano e São Luís fará 400 anos de existência como cidade em setembro de 2012. Data onde 400 anos atrás franceses despreocupados com a crise europeia aportaram nestas terras de Upaon-Açu e tentaram fundar a França Equinocial. Holandeses também tentaram a sorte por aqui, mas foram os portugueses que acabaram fincando morada e colonizando de maneira efetiva São Luís, que de francesa herdou apenas o nome em homenagem ao rei Luís IX.
Daí em 2012 a cidade de São Luís e seus 400 anos “ganharem de presente” uma homenagem da escola de samba carioca Beija-flor com enredo “São Luís – O Poema Encantado do Maranhão”. Cujo refrão é “Meu São Luís do Maranhão, poema Encantado de Amor. Onde canta o sabiá, hoje canta a Beija-Flor”. Como é dito pelo adágio popular “quando você olhar um jabuti trepado em uma árvore, ou foi enchente ou mão de gente”. Por isso parece que este voo do beija-flor para estas bandas não vai sair muito barato para os cofres do estado, acreditem...
Mas voltando às lembranças de 2011... Este foi o ano que voltei às cadeiras da universidade. Dei um passo importante no caminho de uma graduação. Logo eu, que o único diploma era de datilografia, no Instituto Nossa Senhora dos Remédios, de Dona Gilda, na Madre Deus.
E por falar em Madre Deus... As batucadas estão aí, o Carnaval já começou pra'aquelas bandas, se tudo der certo amanhã estarei por lá tomando bênçãos à Máquina de Descascar’Alho, tradição há mais de 20 anos.
A vocês uma boa passagem de ano. Nada de exagerar na bebida e se exagerar nada de dirigir. Feliz 2012 e que o mundo não acabe.
Finalizo com versos de David Nasser, a língua maldita do jornalismo brasileiro: “Adeus ano velho, feliz ano novo. Que tudo se realize no ano que vai nascer. Muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender”.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Garotinha assusta pessoas em corredor de hotel
sábado, 24 de dezembro de 2011
Feliz Natal, feliz 2012, feliz vida!

Hoje é o dia em que as palavras saem mais suaves deste teclado. Minhas mãos correm leves em cima das letras e digitar os substantivos AMOR, FELICIDADE, PAZ e SUCESSO são praticamente movimentos involuntários de um desejo de ver minhas pretensões realizadas.
Neste dia sem perceber penso nos amigos, parentes e nas pessoas que me cercaram durante este ano de 2011. Penso nas pessoas que com um simples sorriso, abraço ou em algumas dessas correntinhas via internet, lembraram que eu existo. Penso nos amigos novos que ganhei junto com meu retorno à universidade. E são esses amigos, essas pessoas, esses parentes que reforçam esse entorpecimento salutar que o Natal nos traz.
Então o Natal seria isso? Lembranças, desejos de felicidade e desligamento momentâneo da realidade? Acredito que não! O Natal é tudo isso e também um milhão de outras coisas:
- O Natal é cerveja gelada, peru temperado e coisinhas pra beliscar antes do peru e durante a cerveja.
- O Natal é encontrar com parentes que moram longe;
- O Natal é ganhar presentes;
- O Natal é fazer novos amigos, cultivar os existentes e fazê-los se sentirem queridos;
- O Natal é se emocionar com as propagandas da Coca-Cola;
- O Natal é sentir inveja dos americanos que tem neve em sua ceia;
- O Natal é fingir que está chateado porque Roberto Carlos não vai fazer o especial de fim de ano da Globo;
- O Natal é demonstrar (falsa) insatisfação pela troca de Roberto Carlos por Gil, Caetano e Ivete;
- O Natal é achar que a estrela da árvore da prefeitura (aquela grandona da Beira-Mar) é na verdade o Sputnik;
- O Natal é esperar todos os anos pelas propagandas do Paraíba e perceber como o ano passa rápido;
Dentre tantos outros motivos o Natal é estar vivo, é ter força, saúde e discernimento para dizer a você que esta mensagem lhe torna especial. Ela lhe coloca no bojo da pessoas que contribuíram para que 2011 tenha sido, e esteja sendo, para mim um ano bom.
Você que convive comigo no aconchego da família e do lar, nos corredores da UFMA, nas caixas de e-mail ou no grupo de amigos (distantes ou próximos), ou no Chá de Quebra-Pedra, festeje o Natal sabendo que a oração de todos os dias é feita desejando o nosso bem. Desejando não só hoje, mas diariamente, paz, saúde e felicidades a todos vocês.
Na parceria com Deus faça sua ceia e contribua todos os dias do ano para um sorriso ou algum outro ato que traga o bem ao próximo. O mundo precisa disso! Precisa de sorrisos e felicidade. Estes dois regam a saúde e amenizarão os problemas nos próximos 365 dias. Aguardo vocês em 2012...
Feliz Natal, feliz 2012, feliz vida!
sábado, 17 de dezembro de 2011
Ratos e urubus larguem minha fantasia
Adoro o carnaval. Adoro a aura festiva que se forma no Centro de São Luís. As arrumações e batucadas dos blocos que passeiam em todas as ruas da Madre Deus e adjacências. Nessas minhas vivências o carnaval foi se tornando estação do ano, onde o primeiro grito, dado ao estalo dos primeiros fogos do ano novo, significavam o início da estação de sorrisos, maisena, batuques em latas de leite e ganzás com sementes de milho ou arroz.
No carnaval de minha infância os dias eram divididos entre as batucadas dos blocos improvisados e a corrida pra fugir dos fofões que ficavam ladeando os ensaios do URTA – Unidos do Regional Tocados a Álcool, na frente de onde hoje é o CEPRAMA – Centro de Produção Artesanal do Maranhão. Após esse dia corrido o descanso era em frente à televisão. Eu aguardava a chegada do sono ala após ala nos desfiles das escolas cariocas.
Comissão de frente, carros alegóricos e alegorias eram meus “carneirinhos” preferidos para analisar, contar e fechar os olhos. A televisão em preto e branco dava um brilho único aquele imaginário colorido da Marquês de Sapucaí. A abstração tomava conta de meus pensamentos e me levava a imaginar que o cinza era vermelho, verde e rosa. Para criança tudo é festa, até mesmo brigar com os pais para ficar mais dois minutinhos acordado até a Beija-flor desfilar.
Nós maranhenses aprendemos a gostar da Beija-flor por afinidade com seu carnavalesco, o maranhense Joãosinho Trinta.
Dos carnavais são tantas coisas brilham em minhas lembranças, que, paradoxalmente, a mais memorável de todas é opaca. Esqueci de dizer que eu tinha amigos com tevês coloridas em casa e num desses carnavais pude ver o belíssimo desfile da Beija-flor de 1989, cujo enredo era Ratos e urubus, larguem a minha fantasia, de Joãosinho Trinta.
Num carnaval onde tudo era luxo, cores e brilhos, como já disse anteriormente, um maranhense, que no sobrenome era trinta, mas em criatividade era milhares, levou para a avenida um carnaval inovador mostrando a realidade daquele Brasil dos fins dos anos 80. E que curiosamente era presidido por outro maranhense, José Sarney.
“Joãozinho Trinta, juntamente com a equipe que o auxiliou na montagem do desfile, conseguiu o grande efeito especial que foi a aproximação do público com a escola, através da caracterização eficiente dos personagens que desfilaram no enredo. Até porque esses personagens representam o povo em seu clamor por mudanças, do cenário do lixo físico, moral e espiritual para uma outra realidade que venha a incorporar seus anseios. Tirar do grande monturo os objetos que brilham , isto é, construir a beleza a partir de um ponto onde ela aparentemente não existe, tornou-se um desafio, pelo qual se traduz a essência carnavalesca de se apropriar da ilusão como alternativa ao opressor cotidiano.” (Gustavo Melo)
Hoje, num dia brilhante e ensolarado aqui no Maranhão, recolheu-se às sombras da história o carnavalesco Joãosinho Trinta. A sua trajetória na avenida da vida foi finalizada. O enredo levado com talento, criatividade e ousadia teve o fim. Passaram comissão de frente, carros alegóricos, infindas alegorias e por fim o surdo silencia anunciando o fim do desfile. A reverência ao mito, no sentido literal da palavra, será mantida por mim e por todos que apreciam o belo, o luxo e o lixo na trajetória de mais um maranhense que fez o mundo lembrar (ou saber) que existimos. Que o Maranhão não é somente um feudo vivente nas trevas medievais, que aqui é um estado de gente criativa, que nossa história é tema para milhares de carnavais.
Parabéns Joãosinho Trinta! nos confins do desconhecido inove em criatividade. Aqui, por sua história, a nota para a vida é dez em evolução.
RATOS E URUBUS LARGUEM MINHA FANTASIA - BEIJA-FLOR 1989
Reluziu... É ouro ou lata
Formou a grande confusão
Qual areia na farofa
É o luxo e a pobreza
No meu mundo de ilusão
Xepa de lá pra cá xepei
Sou na vida um mendigo
da folia eu sou rei
Sai do lixo a pobreza
Euforia que consome
Se ficar o rato pega
Se cair urubu come
Vibra meu povo
Embala o corpo
A loucura é geral
Larguem minha fantasia
Que agonia... Deixem-me
Mostrar meu carnaval
Firme... Belo perfil!
Alegria e manifestação
Eis a Beija-flor tão linda
Derramando na avenida
Frutos de uma imaginação
Leba - laro - ô ô ô ô
Ebó lebará - laiá - laiá -
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Amizade
Certa vez numa dessas perambulações pelos diversos canais televisivos deste mundo de meu Deus, assisti uma reportagem onde Erasmo Carlos afirmava ser ainda grande amigo do Rei Roberto, mas mesmo assim não necessitava viver a vida dele para a permanência e cumplicidade dessa amizade. Lembrando disso percebi o quanto, às vezes, a proximidade com os amigos pode afetar a saúde da amizade. Talvez próximos ofendemos com mais facilidade, nos metendo na vida um do outro e, quem sabe pela afinidade cada vez maior, pela curta distância, acabamos por inventar direitos nas vidas um dos outros onde nem sequer estes existam.
Pois bem, ontem foi aniversário de um dos meus melhores amigos. Walber Júnior, Tieta ou Walbinho, basta chamar um destes que ele responde de prontidão com um sorriso e algum salamaleque herdado dos tempos de colégio ou de sua infância nas ruas do Angelin.
Walbinho é um destes amigos que vivem a vida no seu mundo. Militar por profissão, mas amigo por excelência. E de todos que com ele convivem dificilmente você encontrará um que não tenha uma boa história de Tieta pra contar. Tieta é um apelido-homenagem que Walbinho ganhou ainda no Liceu. Presenteado a ele não por proximidade física com Betty Faria ou mesmo pelas libidinagens da personagem nordestina da novela da Globo, que a Betty representava. Creio que a homenagem seja mais pela maneira efusiva que Tieta, a personagem, tratava a vida, coisa parecida com a que Walbinho andava pelos corredores da escola.
Conheci Tieta, o amigo, no final de 1989, numa campanha de Natal do Interact Club que meu irmão havia me convidado. E de lá pra cá, 22 anos, já somamos milhares de histórias felizes e engraçadas juntos e alguns momentos tristes, como o falecimento de sua saudosa mãe, Tia Dos Anjos.
Por falar em Tia dos Anjos... Em meados dos anos 90 eu a conheci no Largo do Caroçudo, no Carnaval de Rua da Madre Deus. Walbinho me apresentou a sua mãe e eu disse que a partir daquele momento tomaria bênçãos a ela, já que tenho ele como irmão. Horas depois o bloco que eu saía quase todos os anos, As Depravadas, exigia que eu estivesse vestido como mulher (uma bela mulher, vale ser ressaltado). Walbinho empolgado com meus belos e naturais olhos verdes, com a bela peruca de cabelos longos e encaracolados, me pegou pelas mãos e me apresentou pra Tia Dos Anjos como sua namorada. Corremos um bom pedaço de chão, fugindo das pancadas dela. Enquanto a zangada Dos Anjos corria atrás da gente, Walbinho dizia pra ela que era eu e eu tirava a maquiagem e a fantasia. Demorou um pouco pra passar a raiva dela, acreditem.
Outra situação engraçada que vivemos foi no Bar do Nelson, onde uma garota extremamente bêbada desmaiou. Uma amiga de Walbinho sabendo de sua presença no bar correu e foi pedir ajuda a ele, já que o mesmo é do Corpo de Bombeiros. Abriram espaço, Walbinho adentrou a roda, colocou dois dedos na jugular da garota e afirmou: “ela está desmaiada, chamem a ambulância e mandem ela pro hospital”. O super-herói do Angelin constatou o que estava constatado e solicitou o envio da garota pra onde 100% daqueles que a cercavam imaginaram que ela iria.
São tantas as histórias que em um só Blog eu não conseguiria colocar. Teria que fazer um tipo: “As aventuras de Tieta, que não é a do agreste”. Aí eu teria bastante espaço pra falar, dentre tantas coisas, da vez que ele atravessou a quadra do Costa Rodrigues de joelhos e chorando, tudo por conta da vitória do Liceu contra o Cefet, na final dos Jem’s de 1992. Ou mesmo da vez que entramos numa roda de capoeira e combinamos todos os golpes e contragolpes, falando bem baixinho, pras pessoas não perceberem que a dança era combinada. Teve também aquela vez, no aniversário de Weslley, outro grande amigo, que Walbinho deixou sentados três dançarinos do Boizinho Barrica, que apesar de ensaiarem todos os dias, não chegavam nem perto da desenvoltura dele, que dançava as coreografias completas todas as vezes que mudavam a música.
Por fim, em dezembro de 2008, coincidentemente no dia de seu aniversário, 1º de dezembro, nós nos encontramos em um hotel em Barreirinhas. E esse encontro rendeu mais uma de nossas histórias: ligamos pra São Luís e convidamos todos os amigos para a festa de aniversário de Walbinho. E após instigarmos a vontade de beber de nossos amigos, informar o percurso que os mesmos deveriam fazer é que dizíamos que estávamos em Barreirinhas.
E por hoje ser o Dia do Samba, palco de milhares de histórias vividas por nós nos tempos em que eu ainda morava na Madre Deus, finalizo este texto com a bela letra do Fundo de Quintal, Amizade: “... quero chorar o seu choro, quero sorrir seu sorriso, valeu por você existir amigo”. Que Deus abençoe você irmão.
PS: Peço desculpas aos amados leitores pela exposição à foto acima (janeiro de 2007). A minha cara não está das melhores. Um pouco cansada, assim, meio de lado, já saindo...indo embora... Mas é uma das poucas que tenho junto com Walbinho e que faz parte de uma de nossas aventuras: descer a ponte do São Francisco de rapel.
